A arte de conviver

Desde sempre, em minhas pelejas tenho dito, e, defendo como uma ideia fixa até prova em contrário que a mais bela das artes é a arte de conviver. Embasado pelos jargões: “Amizade é coisa rara”; “Quem encontrou um amigo, aí encontrou um tesouro”, e, pela experiência vivida me sinto na obrigação de falar: semear amizade não é nada fácil, cultivar amizade é mais difícil ainda e colher amizade é coisa raríssima. Estas linhas acima me remetem a um fato extraordinário. Na despedida fúnebre, abraçado com um amigo (Romildo), percebi que suas lágrimas ensopara meu ombro. Nesse momento, tentando conter as minhas, tomado pela emoção me dei conta de que Paulo de Manoel de Afro era portador dessa excelsa virtude e a desempenhava com suprema maestria. Vivenciamos muitos carnavais, várias comemorações do flamengo (a grande paixão), excursões de férias, farras variadas, rodas de amigos (dos mais variados níveis – não fazia exceções), em qualquer festa, em qualquer momento ou movimento coletivo Paulo era solicitado, convidado e muitas vezes disputado. Uma piada sadia, uma resposta inteligente estava na ponta da língua, alegria estampada no rosto e na alma e uma gargalhada constante lhe brotava do íntimo e da goela. Amigo de todos, homem de alma boa, de boa índole, exímio artista da “arte de conviver”. Por tudo isso e muito mais, em nome da comunidade ourobranquense concedemos a Paulo Azevedo da Costa o glorioso título de CIDADÃO DE BEM.

Hoje, na missa de trigésimo dia celebremos todos, em oração, Glória e Graças pelo espírito elevado do nosso irmão. Orar é o momento sublime de invocação e evocação do Criador, e assim mantermos nossa conexão com o mundo superior, fazermos nossos pedidos e agradecermos nossas Graças. Assim sendo, Senhor! Envolvidos pela tua radiação misericordiosa, rogamos a tua luz a iluminar os novos caminhos e os novos desafios do nosso amigo e irmão Paulo. Da mesma forma, Senhor! suplicamos as tuas bênçãos reconfortadoras amenizando nossas saudades e preenchendo os espaços ainda incompreendidos pelo fenômeno da separação. Pela Gratidão e pela Fé, Senhor! Agradecemos todas as oportunidades vivenciadas, e, na esperança de tempos melhores, acreditamos nos reencontrarmos nas moradas celestiais. Em nome de Paulo, de toda família, dos amigos e de todos que o conheceram, quero neste momento soltar o meu grito íntimo e silencioso: OBRIGADO SENHOR! MUITO OBRIGADO SENHOR!

Francisco Hildebrando da Fonseca

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1 comentário para A arte de conviver

  1. FRANCISCO DE MANOEL VELHO comentou:

    parabénssssssssssssss ao amigo teté pela bela homenagem ao nosso amigo paulo azevedo, paula sempre foi essa figura alegre, era bom está perto de paulo, concertesa tinha muita alegria aoredor de todo mundo, isso amigo teté iremos lembrar sempre dessa grande pessoa que foi paulo para todos nós e continuará sendo, ninguém nunca morre quando fica vivo em nossaslembranças.

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