Ambientalistas orientam frentistas a não encher tanque “até a boca”

Ambientalistas e o deputado estadual Carlos Minc (PT-RJ) promoveram hoje (10) um ato para conscientizar motoristas do Rio de Janeiro sobre os riscos de encher o tanque de gasolina “até a boca”. Ao pedir para que os frentistas abasteçam o tanque além da programação automática das bombas, eles expõem os profissionais a níveis até três vezes maiores de benzeno, substância considerada cancerígena.

O médico do trabalho Luiz Roberto Tenório explica que a exposição, ainda que pequena, causa problemas de saúde, por ser diária e prolongada. “Quando se manda encher o tanque [além do travamento], esse pouquinho [a mais] que passa faz com que o benzeno contamine os frentistas. E essa contaminação por benzeno é muito perigosa porque pode causar câncer de pulmão e é responsável por uma doença muito grave que é a leucemia.”

Tenório destaca que a contaminação crônica por benzeno pode levar a complicações no fígado e nos rins e causar insuficiência renal e depressão. Para os motoristas, não há riscos, já que a exposição não é prolongada.

Agência Brasil

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