Arqueólogos descobrem esqueleto em naufrágio do século 1 a.C

Encontrada em 1900, embarcação naufragada na costa da Grécia já era considerada uma das descobertas mais espetaculares da Antiguidade; ossos poderão revelar o DNA de uma vítima de naufrágio há mais de 2 mil anos

Mergulhadores examinam ossos humanos escavados no local do naufrágio em Anticítera, ilha que fica entre Creta e a Grécia continental

Mergulhadores examinam ossos humanos escavados no local do naufrágio em Anticítera, ilha que fica entre Creta e a Grécia continental

Em 1900, mergulhadores descobriram os restos de um navio mercante naufragado na costa da Grécia no século 1 a.C, que incluíam o chamado mecanismo de Anticítera – uma máquina de complexas engrenagens utilizada para navegação, que é considerada o artefato tecnológico mais sofisticado remanescente da Antiguidade. Agora, um grupo de arqueólogos acaba de anunciar uma descoberta ainda mais rara: os ossos preservados de uma vítima daquele naufrágio.

Theotokis Theodoulou e Brendan Foley examinam alguns dos ossos encontrados; os pesquisadores atribuem a coloração marrom avermelhada à idade, ou à oxidação

Theotokis Theodoulou e Brendan Foley examinam alguns dos ossos encontrados; os pesquisadores atribuem a coloração marrom avermelhada à idade, ou à oxidação

O esqueleto encontrado no dia 31 de agosto, no mesmo local onde foram descobertos os destroços – repletos de preciosidades – há mais de 100 anos, é de um homem com cerca de 20 anos. Segundo os arqueólogos, o achado é raríssimo e os ossos poderão fornecer a primeira análise DNA de uma vítima de um naufrágio na Antiguidade, já que normalmente os corpos são levados pelas correntes ou devorado pelos peixes.

A descoberta foi noticiada nesta segunda-feira, 19, em reportagem produzida pela revista científica Nature. De acordo com os arqueólogos, o esqueleto inclui uma parte do crânio com três dentes, dois ossos dos braços, várias costelas e dois fêmures. Todos pertenciam à mesma pessoa.

De acordo com o arqueólogo que coordenou as escavações, Brendan Foley, da Instituição Oceanográfica Woods Hole, a ossada está surpreendentemente bem preservada. Ele afirma que, caso seja possível fazer a análise de DNA, o achado representa uma oportunidade para saber mais sobre as pessoas a bordo da embarcação do século 1 a.C, que levava para Roma itens de luxo do leste do Mediterrâneo. Estima-se que o navio afundou em 83 a.C.

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