Estranho fenômeno ataca Juazeiros no Seridó, deixando folhas secas

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Folhas secas e/ou amareladas dos juazeiros chamam a atenção no sertão

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Quem trafega por algumas estradas do Seridó não contempla somente o verde na caatinga proveniente das chuvas. Algo que vem chamando a atenção também é o número de juazeiros com folhas secas, se destacando mato adentro.

Não sabemos bem ainda do que se trata, mas o fato é que mesmo alguns moradores da zona rural nos relatam que jamais viram algo assim na vida.

O juazeiro é uma das plantas mais resistentes do semiárido. Mesmo diante de forte estiagem, permanece com suas folhas verdes, pois suas raízes alcançam grandes profundidades.

Estranhamente, nos últimos meses, o fenômeno vem deixando as folhas amareladas. Há informações de algumas árvores bem antigas terem morrido.

Fizemos esses registros para enviar a algumas instituições que possam oferecer alguma explicação para tal.

Árvore típica da caatinga, o juazeiro também carrega componentes medicinais, e faz parte dos símbolos que compõem o acervo cultural do nordestino. Décadas atrás, em tempos de secas severas, muita gente matava um pouco da fome com o fruto do juazeiro.

Espera-se que seja algo passageiro…

Saiba mais sobre o Juazeiro (pro.casa.abril.com.br)

A árvore pode chegar a 12 metros de altura, mas geralmente fica com 5 a 6 metros. Entretanto, a espécie se adapta bem a locais mais úmidos, onde se torna árvore elegante com cerca de 15 metros de altura. Suas folhas  assemelham-se às folhas de canela, exceto pelo tom verde mais claro e consistência mais membranácea. Suas flores  são pequenas, de cor amarela. Os frutos arredondados, de cor marrom, são do tamanho de uma cereja, contêm polpa translúcida, sabor adocicado, levemente ácido, ricos em vitamina  C e são consumidos in natura ou na forma de doces, geléias e sucos.

Cada fruto contém uma semente. A propagação é feita através de sementes. A frutificação ocorre de janeiro a maio. Cada árvore produz grande quantidade de frutos. Os animais se alimentam de folhas, ramos tenros e frutos. Nos períodos de seca prolongada, a planta serve de complemento alimentar dos animais. Outras partes da árvore são usadas na medicina popular. Ela é usada para limpeza   dos dentes, gengivite, dores causadas pela extração de dente, queda de cabelo, asma, gripe, pneumonia, tuberculose, bronquite, constipação, inflamação na garganta, indigestão, problemas no estomago, escabiose, dermatite, seborréia, problemas de pele, dores de cabeça, como cicatrizante de feridas, todos os tipos de febres e expectorante.

As suas propriedades e ações são: analgésica, antiinflamatória, antibacteriana, febrífuga e cicatrizante. Dentre os seus principais constituintes destacam-se os fenóis, taninos, alcalóides, triterpenos, quinonas, amfibina D e jujubogenina. As partes utilizadas desta planta são o caule, a casca, folha, fruto e raiz. O fruto é rico em vitamina C e o seu suco é utilizado para controlar a acne e amaciar a pele do rosto.

Esta planta é rica em ácido betulínico que possui atividade antibiótica, outros estudos demonstraram que essa substancia tem ação anti cancerígena combatendo tumores, carcinomas e melanonas. Entre seus componentes químicos, destacam-se vitamina C, pó de juá, cafeína, ácido betulínico e saponinas (estas últimas consideradas tóxicas, se em grandes quantidades). O extrato do juazeiro, o juá, é empregado na indústria farmacêutica em produtos cosméticos, dentre eles xampus e cremes, bem como em cremes dentais.

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