Ideia da Reforma da Previdência parece começar a ganhar apoio, apesar das controvérsias

Nos últimos dias, tem-se visto na imprensa nacional, inúmeras matérias a respeito das negociações por parte do Governo Federal para fazer aprovar, no Congresso Nacional, a polêmica e discutível proposta de Reforma da Previdência.

O Governo Temer tem se utilizado de diversos estudos para tentar demonstrar a trágica e preocupante situação da Previdência. No entanto, os recentes trabalhos realizados no Senado Federal por uma CPI, produziram relatório, o qual alega haver inconsistência de dados e de informações anunciadas pelo Poder Executivo, que “desenham um futuro aterrorizante e totalmente inverossímil”, com o intuito de acabar com a previdência pública e criar um campo para atuação das empresas privadas.

Segundo o relatório da CPI, as empresas privadas devem R$ 450 bilhões à previdência e, para piorar a situação, conforme a Procuradoria da Fazenda Nacional, somente R$ 175 bilhões correspondem a débitos recuperáveis. Uma das propostas do relatório é aumentar para R$ 9.370,00 o teto dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), que atualmente é de R$ 5.531,31.

O Governo estaria apresentando à população brasileira “dados irreais e contas que não procedem”, promovendo “massiva propaganda enganosa e terrorista para mentir e aterrorizar a população”.

Os trabalhos foram bastante elogiados. Mesmo assim, espera-se para os próximos dias a votação da reforma, menos ampla do que a proposta original, diga-se.

O que não se vê realmente nas discussões e mesmo nas matérias de jornais e grandes veículos de comunicação do país, é o fato de a reforma, seja ela de que modo se opere, atingir em cheio servidores públicos.

O tal “rombo” da previdência, sempre parece ser culpa dos servidores públicos, sendo as dívidas das empresas públicas, dentre outras omissões. com cifras exorbitantes, não terem peso nas discussões.

É preciso que se reflita. E torcer para que o país reencontre o caminho do desenvolvimento social, em detrimento de um desenvolvimento econômico dos já ricaços.

Com dados da Agência Senado

Este conteúdo foi postado na categoria Brasil. Link permanente.